Thursday, March 8, 2007

O retorno do ajudante da floresta!


O esquilo-vermelho (Sciurus vulgaris), foi abundante em Portugal, mas em meados do século XVI extinguiu-se no território nacional. No entanto, o bom filho à casa torna. Desde os anos 80 que se tem vindo a dispersar, vindo de Espanha, pelo território nacional a partir da zona Norte. Também foi libertado no Parque Florestal de Monsanto em Lisboa e no Jardim Botânico de Coimbra com resultados bastantes satisfatórios. Desde então, outras regiões têm vindo a beneficiar da presença deste vistoso roedor e nalgumas zonas, tornou-se já comum. Actualmente, já se encontram estabelecidos no Parque Nacional da Peneda-Gerês e no Parque Natural de Montesinho. Um dos casos mais recentes que se encontra registado na imprensa, diz respeito ao regresso do esquilo à Reserva Natural da Serra da Malcata.


Este regresso traz benefícios em vários sentidos. Em primeiro lugar, é mais um incremento na biodiversidade de um país já de si rico em fauna e flora. Por outro lado, o esquilo é presa de espécies animais raras ou em perigo no nosso país, como é o caso da marta (Martes martes) e do açor (Accipiter gentilis) o que pode servir para favorecer um aumento nas populações destas duas espécies. Por fim, sabe-se que este trepador de pelagem que pode ir do vermelho ao castanho-preto tem predilecção por sementes de árvores, especialmente de coníferas e caducifólias, que armazena essencialmente no solo para ingerir mais tarde. Aquelas que são esquecidas podem germinar, fomentando assim a disseminação de determinadas espécies de flora que com o passar do tempo poderão vir a formar novas áreas florestais. Mas para que esta expansão continue na direcção de outras regiões do nosso país, é necessário que não haja alterações nos habitats desta e de todas as outras espécies da nossa fauna. Para tal deve-se reflorestar os nossos ecossistemas com plantas nativas, de modo a que estas proporcionem alimento suficiente aos diferentes seres que delas dependem.

5 comments:

marcelo said...

A NATUREZA É SÁBIA!


Não reage ao golpe do machado,
Que a sangra, a dissipa...
Permitindo ser convertida em cinzas.
A natureza é cordeira...
Se curva ante a ignorância do homem
E se entrega ao sacrifício...
Permitindo ser reduzida, extinta...
Para que o homem cientifique
Que sem ela, é impossível vida.
A natureza é surda...
Não ouve os roncos dos motores das máquinas
que a tritura, a arranca pela raiz....
A natureza é muda...
pois mesmo agredida, suprimida em míseras reservas
Não pede clemência...
... Para que a sua dor sensibilize a humanidade ...
Mas a natureza tem as suas leis...
E decreta:
Quando os seus olhos turbarem
Sob o impacto da última árvore caindo...
Os homens despertarão para assistirem a queda da humanidade

Nildo Lage

marcelo said...

Trabalhar com sustentabilidade é plantar um
presente que garanta a subsistência das novas
gerações em um planeta que pede socorro e se
aquece a cada dia; pois, melhor que plantar árvores,
despoluir rios, proteger animais, é semear
a consciência de que a garantia da vida é
respeitar as fronteiras da natureza.
Nildo Lage

Anonymous said...

Alguém tem ideia do limite sul da colonização dos esquilos em Portugal? Com a excepção do Parque de Monsanto em Lisboa, os relatos mais a sul que encontrei na net são da zona de Nazaré/Alcobaça. Será que já atravessaram o Tejo em algum local(quem sabe a zona de Niza)?

Rui Oliveira said...

Penso que o rio Tejo se pode considerar, por enquanto, um limite da distribuição do esquilo-vermelho. Não encontrei mais nenhuns dados que permitam indicar uma expansão desta espécie para sul de Portugal. Exitem, concerteza, regiões que poderão ter um habitat favorável, mas julgo que deverá demorar algum tempo até que se estabeleçam algumas comunidades destes animais. Em tempos históricos, e podemos constatar isso pela toponímia, o esquilo esteve presente nalgumas regiões do Alentejo, mas julga-se que poderia não ser muito abundante.

Anonymous said...

Thanks :)
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